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Ipor, 16 de Outubro de 2019


: Estudo aponta desigualdade no envelhecimento da população negra
 


     No começo do mês, a Revista Brasileira de Epidemiologia publicou estudo intitulado “Iniquidades raciais e envelhecimento”, realizado por sete pesquisadores. O levantamento foi feito a partir da análise de informações do SABE (Estudo Saúde, Bem-estar e Envelhecimento), que acompanha a população idosa de São Paulo. Neste caso, foram considerados os dados de 1.263 idosos da coorte de 2010 e a proposta era fazer uma análise comparativa, numa perspectiva racial, do perfil sociodemográfico, das condições de saúde e do uso de serviços de saúde. Os resultados evidenciaram um cenário mais favorável para o envelhecimento das pessoas de cor branca em comparação com aquelas de cor parda ou preta. “Quisemos apresentar cor e raça como indicadores sociais, e não biológicos, e com isso abrir espaço para uma discussão mais ampla sobre a necessidade de ações intersetoriais para corrigir esse quadro. A pesquisa mostra um trabalhador negro com condições de saúde precárias que, mesmo doente, não pode parar de trabalhar porque não dispõe de proteção social”, afirmou Alexandre Silva, professor-adjunto da Faculdade de Medicina de Jundiaí e um dos autores do trabalho.

     Acho que vale uma explicação sobre o SABE e a coorte, porque o assunto parece complicado, mas não é. O SABE teve início no ano de 2000, com o objetivo de traçar o perfil das condições de vida e saúde em sete centros urbanos da América Latina e do Caribe. No Brasil, foi desenvolvido na cidade de São Paulo onde foram entrevistadas 2.143 pessoas (a chamada Coorte A, ou seja, um grupo com certas características semelhantes) com idade igual ou superior a 60 anos, selecionadas por amostra probabilística. Em 2006 foram localizadas e novamente entrevistadas 1.115 pessoas do grupo ou Coorte A, introduzindo-se uma outra amostra de idosos com idade de 60 a 64 anos (Coorte B, com 298 indivíduos). A entrada de novos indivíduos ajuda a identificar as transformações que ocorrem no processo de envelhecimento entre as diferentes gerações. Em 2010 foi realizado o mesmo processo de localização e entrevistas das coortes A e B e introduzida nova coorte de 60 a 64 anos, incluindo mais 355 pessoas. Dessa forma, o painel vai sendo recomposto e o monitoramento permanece dinâmico, refletindo o perfil da população mais velha.

     Entre os aspectos econômicos, a pesquisa mostrou que houve uma concentração de pardos e pretos que responderam não ter renda suficiente para as despesas diárias – nesses mesmos grupos há a menor média de escolaridade. Pretos (38,6%) e pardos (38,3%) também foram os que mais disseram trabalhar à época das entrevistas. Os idosos pretos (25,7%) e pardos (30,2%) foram os que menos possuíam plano privado de saúde e também foram eles que pagaram os menores valores médios por esses planos. Boa parte dos entrevistados (50,3%) avaliou sua própria saúde como boa ou muito boa. No entanto, a proporção diminui considerando os entrevistados pretos (41,8%).

 




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